segunda-feira, 9 de agosto de 2010

domingo, 8 de agosto de 2010

Tapete de Memórias

A menina sonha acordada
Os sonhos são pedrinhas de açúcar
Ilusão adocicada
Pequenas gotas de cristal
Tudo é infância afinal

Nas memórias sobrevivem
A valsa das chamas na fogueira
O rosto abrasado da menina faceira
O baile multicolorido dos sons
O brilho da lua festeira
Esparramado em muitos tons

O céu estriado
De um tom laranja vitaminado
Cor sem escrúpulo
Crepúsculo

Figuras espectrais surpreendem
Numa dança de formas que ascendem
No tapete das memórias
No palco das estórias


Úrsula de A. Vairo Maia

Devaneio

Tudo é um turbilhão de emoções, emoções demasiado fortes que não consigo distinguir.
Alegrias, Tristezas, Saudades, Lamentações...

Estas férias estão me a provocar momentos de nostalgia, de momentos e pessoas que foram e voltaram, mas também de pessoas que foram e jamais voltarão. As caminhadas são diferentes, os caminhos não mais se vão cruzar, amizade desvaneceu, o que criei, aquilo em que sempre quis acreditar perdeu-se... Hoje pergunto-me o que foi aquilo que passei? Terá sido amizade? Terá apenas sido companheirismo apenas para não me sentir só? Não sei! não tenho a resposta e nunca a terei pois não me cabe a mim tê-la, o que me cabe é apenas nada, somente outrem poderá a elas responder, outrem esse que jamais voltará... Resta-me continuar no escuro, continuar a vida, um dia poderá ser que ditas cujas respostas venham ter comigo, que quem tenha as respostas mas diga de livre e espontânea vontade... Enfim... Como é possível ter saudades de algo que já não quero?

Um momento de reflexão sobre que importância tive eu na vida de outrem!